sábado, 14 de julho de 2012

Classificação de Terras para Irrigação

  
 Lançada nova versão do Sistema Brasileiro
de Classificação de Terras para Irrigação
(01/03/2012)
Carlos Dias - Embrapa Solos

Há terras no sertão nordestino onde o solo é rachado, totalmente salinizado e impróprio para qualquer tipo de plantio. Situações como essa poderiam ter sido evitadas se o tipo de irrigação escolhido tivesse sido o mais adequado. Foi pensando nisso que a Embrapa lançou a última versão do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI), uma metodologia para irrigação adaptada para o solo brasileiro.

Antes do sistema não havia uma forma precisa de o governo adotar políticas de irrigação – sobretudo no Nordeste, onde uma distribuição inadequada de água é capaz de tornar toda a área desértica, com o solo absolutamente salgado.

“Para se ter uma ideia da precariedade que havia, hoje em dia a região de Petrolina apresenta a maior área irrigável do Brasil. No  entanto, pelo sistema americano – que era o único disponível até então – essa região não seria própria para irrigação, por apresentar solo arenoso”, explica o pesquisador da Embrapa Solos Fernando Cézar Amaral.





 
A primeira versão do SiBCTI foi lançada em 2005, mas a atual, concluída no final de 2011,  modernizou a anterior na forma e no conteúdo. “Na forma, na medida em que melhorou os recursos de informática (agora disponível em ambiente web) à estrutura do sistema; no conteúdo, quando classifica segundo o potencial e limitações dos elementos do solo, água e cultura vegetal, agora com novas opções”, descreve Amaral. O Sistema é dividido em dois: a parte teórica, publicada em livro (já disponível para download no site da Embrapa Solos - www.cnps.embrapa.br) e o software, responsável pelos cruzamento de dados e indicações do melhor tipo de irrigação, que ficará disponível até março.

Avaliando o ambiente para irrigação, cruzando informações do solo, da água, da planta e do sistema de irrigação escolhidos, o Sistema foi estruturado para atender aos diversos níveis tecnológicos e de manejo praticados, principalmente na Região Semiárida. Desenvolvido em uma linguagem simplificada, possui vários graus de ajuda, possibilitando sua utilização mesmo que o usuário não seja um especialista. O Sistema, fruto da parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF), é voltado para gestores da área agrícola, professores, consultores e estudantes.Esta metodologia científica pode embasar o amplo Programa Mais Irrigação, que será lançado pelo Governo Federal.


(Fonte: http://www.embrapa.br/imprensa/noticias/2012/marco/1a-semana/lancada-nova-versao-do-sistema-brasileiro-de-classificacao-de-terras-para-irrigacao/)

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