domingo, 20 de outubro de 2013

65ª SBPC

65ª Reunião Anual da SBPC
RECIFE - PE

 A 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) acabou na última sexta-feira, dia 26 de julho, com o saldo positivo, depois de superar alguns percalços para a sua realização. Essa foi a avaliação da presidente da SBPC, Helena Nader, durante o encerramento que aconteceu no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com a apresentação da Banda Sinfônica do Recife.



Helena disse que a SBPC, a cada ano, tem a obrigação de levar à sua reunião anual o que há de melhor na ciência brasileira. "Se a reunião não se superar na qualidade científica a cada ano, ela perdeu a razão de ser", disse. "A próxima reunião que será no Acre pode não ser a melhor, mas com certeza levará para lá a melhor ciência. Ela tem que refletir a ciência de quando for realizada", disse.


Para a presidente da SBPC, mais do que os números, é importante ressaltar o interesse demonstrado pelos participantes nos temas debatidos e nos vários eventos realizados. "A qualidade do debate foi incrível”, disse. “Percebi que as pessoas estavam atentas e participativas. As salas contavam com pessoas interessadas nos temas discutidos. Também me chamou a atenção a grande participação de jovens graduandos. Aqui qualquer jovem pode participar, pode perguntar. Coisas que não acontecem em outros congressos."



Números
Durante toda a semana foram realizadas conferências, mesas-redondas e exposições no maior evento científico do Brasil. Paralelamente à programação acadêmica, a semana contou também com uma programação cultural diversificada com exposições artísticas, feiras itinerantes e shows encerrando a noite, sendo todas as atrações características da cultura local. De acordo com os dados oficiais, houve 22.930 inscritos de 27 estados e mil cidades. Só na SBPC Educação, participaram 12.397 professores.








quarta-feira, 26 de junho de 2013

SBPC 2013


Apresentação
A 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) ocorrerá de 21 a 26 de julho de 2013, no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, PE.
Nesta edição o tema será "Ciência para o Novo Brasil".




Realizada desde 1948, com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, a Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

A programação científica é, geralmente, composta por conferências, simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres. Acontecem também, durante a Reunião Anual, eventos paralelos, como a SBPC Jovem (programação voltada para estudantes do ensino básico), a ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia) e a SBPC Cultural (apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à cultura).

A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro, sempre em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas - cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes.

Inscritos nos últimos 5 anos:
Ano
Edição da Reunião
Local
Nº de Inscritos
2008
60ª
Campinas (SP)
6.284
200961ªManaus (AM)6.215
201062ªNatal (RN)8.853
2011
63ª
Goiânia (GO)
9.022
201264ªSão Luís (MA)11.913


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Transnordestina


Transnordestina é viabilizada
através de recursos da Sudene

O projeto da Transnordestina Logística S/A, que liga o município de Eliseu Martins (PI) e áreas dos Estados de Pernambuco e Piauí aos Portos de Suape (PE) e Pecém (CE), é um dos grandes projetos de infraestrutura voltados para alavancar o desenvolvimento do Nordeste. Trata-se de projeto de integração intra e inter-regional, concretizando a incorporação e inserção de partes importantes de áreas agrícolas e de mineração aos mercados extra-regional e externo. Ao mesmo tempo, contribui, fortemente, para a interiorização do processo de desenvolvimento econômico-social. Na fase de construção são gerados mais de 5.000 empregos diretos. Já na fase de operação estima-se a geração de 550 empregos diretos e nas áreas lindeiras - agropecuária, avicultura, mineração, fruticultura, e outros, dezenas de milhares de empregos indiretos. 

Ao todo, serão 2.304 Km de ferrovia beneficiando 81 municípios, sendo 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco. O empreendimento, em fase de implantação, dada as suas características técnicas modernas, bitola larga (1,60m), rampa máxima de 1,5%, curva de raio mínimo de 400m, propiciará a triplicação da velocidade comercial atual, com trens de até 72 vagões.

O foco do projeto é o transporte de carga de grãos, minérios, combustíveis e insumos agrícolas. Estima-se a movimentação de cargas no entorno de 30 milhões de toneladas/ano, com predomínio de grãos produzidos na nova fronteira agrícola do sul do Piauí (milho e soja - 16.300 mil t/ano) e de gipsita/gesso - 6.980 mil t/ano, além de fertilizantes (1.253 mil t/ano) e combustíveis (838 mil t/ano).

A Ferrovia Transnordestina conta com investimentos totais de R$ 5,3 bilhões, com participação de R$ 2,67 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste - FNDE (50% do empreendimento). A SUDENE já procedeu a liberações de recursos de R$ 1,4 bilhões, correspondendo 56% dos recursos alocados a esse projeto.

Fonte: http://www.sudene.gov.br/transnordestina-e-viabilizada-atraves-de-recursos-da-sudene

AS SECAS DE 2012/2013


SEGURANÇA HÍDRICA: O DNOCS NO CEARÁ, 
 AS SECAS DE 2012/2013
DNOCS, 12/04/2013 10:14. 

O Ceará enfrentou em 2012, a sexta pior seca desde 1950, quando choveu 352mm, em
média, no Estado, e, em 2013 vem enfrentando uma segunda seca consecutiva, com
perspectivas de ser mais rigorosa ainda que a do ano anterior. Em algumas
regiões como o Vale do Curu, em 2011 foi também um ano de seca, configurando-se
uma terceira seguidamente.

O DNOCS no Ceará, segundo o Setor de Monitoramento Hidrológico, possui 65 açudes
construídos e administrados pela Coordenadoria Estadual, com uma capacidade
total de 15.106.196.000m³, correspondendo a 85% de toda água passível de ser
armazenada e monitorada no Estado.

Segundo o engº agrº Luiz Paulino Pinho Figueiredo, o Estado acumula atualmente
8.023.975.000m³, sendo que deste total , 7.054.080.000 m³, ou 87%, estão 
armazenados nos açudes federais e aí vem a 1ª indagação, o que seria do Ceará, sem 
o DNOCS, em termos de segurança hídrica? Do total de 7.054.080.000 m³, 
6.084.456.000 m³ estão armazenados nas bacias do Jaguaribe/Banabuiú; 
734.745.000m³ nas bacias do Acaraú/Coreaú,180.015.000m³ na bacia do Curu e, 
54.864.000m³ no Sistema Complementar (bacias do Litoral, Metropolitanas e Sertões 
do Crateús).

Desde a seca de 2012, os açudes da CEST-CE continuam garantindo a perenização
dos principais Vales do Estado, quais sejam: Jaguaribe, com 280km, sendo 130km
pelo açude Orós e 150km pelo açude Castanhão; Banabuiú, com 136km pelo açude
homônimo; Acaraú, com 187km pelo açude Araras, e, o Vale do Curu, com 120km, 
pelos açudes General Sampaio, Pentecoste, Caxitoré e Frios.

Estes oito reservatórios com mais os 57 açudes chamados isolados, (não
contribuem diretamente com os vales perenizados), perenizam 1.700km de rios e
trechos de rios, e liberaram em média em 2012, 50.400 l/s, sendo que no 2º
semestre esta média foi de 60.300 l/s, garantindo o suprimento hídrico dos 14
Perímetros Irrigados do DNOCS, com cerca de 25.000ha irrigados, 30.000ha de
irrigação privada ao longo dos rios e trechos de rios perenizados, o
abastecimento humano de mais de 100 localidades, o 
funcionamento de indústrias e das 05 Estações de Piscicultura e mais o Centro de
Pesquisas Ictiológicas Rodolpho Von Ihering, além de outros usos.

Ressalte-se que os principais Perímetros Irrigados do DNOCS, são responsáveis
por consolidar o Estado do Ceará, hoje, como o 3º maior polo exportador de
frutas do Brasil, e as 05 Estações de Piscicultura, produziram 17.000.000 de
alevinos, o que garantiu uma produção total 
de pescado de 10.661.541kg, sendo que segundo o chefe do setor de Aquicultura,
engº agrº. Vicente Giffoni, as 05 Estações juntas têm condição de ampliar a
capacidade atual de produção de alevinos para 51.000.000, o que poderá garantir
as necessidades totais de peixamento dos reservatórios, e, a oferta de proteína
animal para toda a população do Estado.

Segundo ainda o analista em recursos hídricos, Luiz paulino, em 2013, a pior
situação é a do Vale do Curu, que está com apenas 18,6% de sua capacidade
total, mas, mesmo assim, o DNOCS através dos açudes General Sampaio,
Pentecoste, Caxitoré e Frios vem garantindo o abastecimento humano das
principais cidades do Vale, e, embora com vazões menores, continua perenizando o Vale e atendendo parcialmente os Perímetros Irrigados de Pentecoste e Paraipaba e os produtores ao longo do rio Curu.

Em relação ao açude Orós, a vazão média liberada é de 7,5m³/s, com 3,30m³/s para
o açude Lima-Campos, através do túnel, sendo responsável por todas as demandas
do mesmo e, mantendo-o em um nível estável; 0,70m³/s para o açude Feiticeiro,
com o mesmo objetivo, e, 3,50m³/s para o rio Jaguaribe, para irrigação difusa e
abastecimento humano ao longo de 80km até a entrada do Castanhão, não
adentrando no reservatório.

O açude Orós deverá terminar o ano de 2013 com aproximadamente 900.000.000m³,
garantindo-se até o ano de 2015.

Já os açudes Banabuiú e Araras, deverão terminar o ano de 2013, respectivamente
com cerca de 380.000.000m³ e 170.000.000m³, podendo atravessar ainda o ano de
2014, mesmo sem recargas significativas, desde que com restrições em relação ao
suprimento hídrico para irrigação.

Merece um destaque especial, neste cenário, o açude Castanhão, que tem sido
imprescindível, nas secas de 2012/2013, com uma liberação média de 28m³/s, sendo
18m³/s para o Rio Jaguaribe e, 10m³/s para o eixão das águas. Os 18m³/s para o
Rio Jaguaribe, apresentam a seguinte distribuição:

-Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi: 5,0m³/s
- Canal do Trabalhador (abastecimento de Fortaleza e irrigação): 3,0m³/s;
- Ypióca: 1,3m³/s;
-Carcinicultura: 0,90m³/s;
- Baquit: 0,48m³/s;
- Braço seco do rio Jaguaribe: 0,50m³/s;
- Abastecimento humano: 0,37m³/s (10 municípios);
- Perímetro Irrigado de Jaguaruana: 0,15m³/s;
- Perenização para irrigação difusa de pequenos produtores: 6,3 m³/s

Os 10m³/s liberados para o Eixão das águas atendem o Perímetro Irrigado
Tabuleiros de Russas, e o abastecimento da Região Metropolitana de Fortaleza,
sendo que no momento, somente 02 bombas estão funcionando, e liberando 6,30m³/s,
e, o complemento do abastecimento está sendo efetivado emergencialmente pelo
Açude Banabuiú e pelo Canal do Trabalhador.

De acordo com o balanço hídrico do açude Castanhão, este deverá terminar o ano
de 2013 com 2,3 bilhões de m³, o que garante a segurança hídrica da Região
Metropolitana de Fortaleza até 2015, e, valendo salientar que esta região
metropolitana já vem tendo o abastecimento garantido, desde junho/2012, pelo
reservatório em questão, e aí vem a segunda indagação: o que seria de Fortaleza
sem o Castanhão? 

Sobre a importância deste reservatório, podemos destacar ainda que sua demanda
total deverá chegar de 40m³/s a 45m³/s, quando o Perimetro Tabuleiros de Russas
estiver com toda sua área irrigável em operação e ainda, o atendimento do
Complexo Portuário do Pecém, devendo então receber o devido aporte do Rio São
Francisco, através da transposição. E aí vem a terceira indagação: Porque não o
DNOCS para ser a entidade Operadora Federal do PISF, já que o Órgão é o grande
conhecedor e idealizador das políticas de convivência com as secas, e também o construtor,
operador e administrador dos reservatórios incluídos no Projeto?

Finalmente, não podemos esquecer também de uma das mais importantes funções do
Açude Castanhão, que é o controle de enchentes, evitando que as grandes cheias
atinjam de uma maneira drástica o vale do Baixo-Jaguaribe. 

Fonte: http://www.dnocs.gov.br/php/comunicacao/noticias.php?f_registro=2914&f_opcao=imprimir&p_view=short&f_header=1&

Brics buscam afirmação


Brics buscam afirmação no sistema multilateral
FGV, 23-Abr-2013

No fim do mês passado, em Durban (África do Sul), as potências emergentes do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reafirmaram a intenção de criar um novo banco de desenvolvimento como alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), tendo como foco específico investimentos em infraestrutura. Mas, afinal, que leitura se pode fazer disso? Para Lia Valls, pesquisadora da Área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), a postura do grupo é um indicativo de que esses países querem ser vistos com outros olhos. “Há um debate muito grande de mudança, do equilíbrio de poder no mundo. Os Brics querem criar instituições que correspondam mais a seus objetivos, e junto às quais eles teriam mais flexibilidade. É uma forma desses países atuarem mais dentro dos organismos multilaterais”, avalia. E emenda: “Eles estão dizendo: somos um grupo que atua. Estamos olhando, estamos querendo essa presença no cenário internacional como um todo”.

Lia acredita que, especulações à parte, o novo banco não deva estar restrito a operações junto aos países que formam o Brics. 
“Provavelmente a ideia é que eles possam estender o atendimento a outros países, mesmo porque tanto a China, quanto a África do Sul e o Brasil têm interesses em outras regiões”, pondera. Por trás disso, aponta, está a força da China, que entraria com o maior volume de recursos, cerca de US$ 100 bilhões dos US$ 240 bilhões previstos. “Se o banco for para frente, isso será positivo para todos, especialmente para os chineses, que estão buscando a internacionalização de suas empresas. É importante lembrar que eles têm interesses em recursos na África e na América do Sul, lugares nos quais por vezes enfrentam barreiras. Se eles passam a ser os grandes financiadores de obras de infraestrutura, esse cenário muda”, destaca.

Fonte: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C53D89C609013E336EB2687E10

Carnaubeira é fonte de renda

Carnaubeira é fonte de renda para produtores
DIÁRIO DO NORDESTE, 02.12.2012
Por sua importância, a carnaúba ganha reconhecimento, inclusive, com um dia em sua homenagem

Jaguaruana. A árvore que resiste à seca é fonte de renda para famílias de agricultores em boa parte do interior do Estado. Ela é de fácil plantio, resistente às mais diferentes condições do solo e clima. Sua colheita não agride o meio ambiente, uma vez que as folhas que são derrubadas nascem na safra seguinte. Aos poucos, a carnaubeira vem retomando destaque na economia de pequenos produtores e artesãos, que retiram dela seu principal meio de sobrevivência.

O Memorial da Carnaúba carrega os traços do costume do povo jaguaribano e aos poucos vem revitalizando sua cadeia produtiva. O objetivo é preservar e incentivar nas comunidades a manutenção da atividade FOTO: ELLEN FREITAS

No Ceará, existem hoje sete polos produtivos da carnaúba. Na região do Vale do Jaguaribe a árvore é cultivada em 15 municípios. Em boa parte dos polos produtivos, ainda é utilizado o método tradicional de derrubada e colheita da palha, o que requer conhecimento e muita mão-de-obra. O "vareiro" é o personagem principal do ciclo produtivo. Ele é o responsável pela derrubada da palha. Com uma vara comprida e uma foice afiada na ponta, o mestre precisa ser habilidoso para que a palha não o machuque, nem aos seus companheiros. O vareiro precisa conhecer a carnaúba para que não prejudique a safra seguinte.

O trabalho é árduo, sol a sol. Ele derruba, em média, 40 palhas por árvore, chegando a cortar cerca de 10 a 12 milheiros de palha por dia, ou seja, 300 carnaubeiras. Após a colheita, o "junteiro" transporta a palha para que ela seja estendida no chão batido para secar ao sol. Ao relento, as palhas são secas de oito a dez dias. A "derriçadeira" é usada para extrair a matéria-prima (pó), que se transforma em cera e é comercializada em várias partes do mundo.

Extrativismo

O extrativismo da cera da carnaúba tinha papel importante para a economia cearense décadas atrás. Na época, o algodão era a principal cultura agrícola do Estado, mas foi na região jaguaribana que a árvore nativa impulsionou o desenvolvimento de algumas cidades. Nas primeiras décadas do século XX, a cera correspondia a 41,3% das exportações cearenses. As cidades de Limoeiro e de Russas, bem como as Vilas de Tabuleiro, Quixeré e São João tiveram grande benefício com os investimentos nos estabelecimentos comerciais, muitos deles oriundos dos lucros da produção cerífera na região.

Segundo o historiador Hider Albuquerque, a indústria fonográfica era grande consumidora do produto nos anos de 1950, período de auge da produção da cera. O município de Russas se destacou nesse período na produção da matéria-prima e foi condecorado com o título de maior cidade exportadora da cera da carnaúba.

Foi a partir da utilização de outras matérias-primas na produção dos vinis que iniciou o declínio da produção. "A utilização do petróleo como matéria-prima de plásticos e derivados foi substituindo a cera de carnaúba, por volta dos anos de 1980 mal se tinha conhecimento da utilização da cera principalmente na produção de discos", explica Hider.

A queda, aos poucos, desvalorizou economicamente o produto, e a cultura basicamente foi restrita aos pequenos produtores. "Dos anos 2000 pra cá, tem havido uma tentativa de revitalização da produção de cera, devido à sua utilização em vários outros produtos", observa o historiador.

Dia estadual

A carnaúba tem recebido, na última década, reconhecimento de sua importância histórica e econômica para o Estado. Em setembro deste ano, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE), aprovou o projeto de Lei Nº 68/12, de autoria do deputado Sérgio Aguiar (PSB), que institui o Dia Estadual da Carnaúba. O decreto Nº 27.413, de 30 de março de 2004, institui a carnaubeira como árvore símbolo do Estado do Ceará.

Aos poucos, a árvore nativa, genuinamente brasileira, que escolheu principalmente o Ceará para crescer, ganha o reconhecimento e o incentivo da comunidade para preservação de sua cultura

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1209796



A CLASSE MÉDIA NO BRASIL


No Brasil, a classe média já representa
um terço da população
13 de novembro de 2012

Aos 52 anos, o pedreiro Jorge Sinésio de Almeida compra as primeiras passagens aéreas: viajar é um dos sonhos da nova classe média brasileira.  
Mariana Ceratti / World Bank

A nova classe média da América Latina
O pedreiro Jorge Sinésio de Almeida, 52 anos, tem más lembranças das viagens de ônibus que fez de São Paulo até a cidade natal, na Paraíba. “É um trajeto de três dias em estradas horríveis. Os passageiros sempre correm o risco de assaltos.”

Atualmente, ele conta os dias para a primeira viagem que fará de avião, em dezembro. “Quero embarcar logo. Vão ser só três horas de viagem”, ele conta. “Acho que não vou ter medo. Todos os meus amigos gostaram.”

Pelo nível de renda, Almeida se enquadra na nova classe média brasileira, segundo um novo relatório do Banco Mundial. O estudo define classe média como a parcela da população que ganha entre US$ 10 e US$ 50 por pessoa (entre R$ 20 e R$ 102) ao dia.  

Explosão do consumo

A classe média representava 15% da população brasileira no começo dos anos 1980 e, agora, soma quase um terço dos 190 milhões de habitantes.

Ela cresceu graças ao bom desempenho econômico do Brasil nos últimos anos, às políticas de redução da pobreza, às novas oportunidades de trabalho para as mulheres e à melhor formação dos trabalhadores.

Entre outros temas, o estudo analisa a explosão do consumo no país, um fenômeno gerado pelo aumento do poder de compra dos brasileiros. Essa é uma tendência que deve se manter nos próximos anos, diz o relatório. “Comprar qualquer coisa – uma TV, um carro – ficou mais fácil porque há mais crédito na praça”, confirma Almeida.

As passagens de avião, por exemplo, estão entre os itens preferidos de quem ascendeu à classe média. Entre julho de 2011 e o mesmo mês em 2012, 9,5 milhões de brasileiros voaram pela primeira vez, segundo o instituto Data Popular, de São Paulo.

O bom momento do consumo, porém, esconde um risco: o de que as famílias brasileiras estejam economizando pouco. A longo prazo, se a economia do país desacelerar, essas pessoas podem tornar-se excessivamente endividadas e vulneráveis, segundo o relatório.


Redução das desigualdades

Desde que as medições de renda familiar começaram a ser divulgadas, nos anos 1970, a América Latina mostra-se uma das regiões mais desiguais do mundo – comparável somente com alguns países na África Subsaariana.

Ao longo da última década, no entanto, a combinação de crescimento econômico sustentado e redução das desigualdades deu origem a uma queda nos níveis de pobreza.

De 2003 a 2009, a classe média cresceu 50% na América Latina. Os brasileiros contribuíram em mais de 40% para o crescimento total da classe média na região, de acordo com o estudo.

“Acho que tanto o Brasil quanto a minha vida estão melhores do que há 26 anos, quando cheguei a São Paulo”, diz Almeida ao terminar de comprar as passagens aéreas. Em poucas palavras, o pedreiro arrisca um palpite sobre o motivo que fez sua vida melhorar desde então: “Eu era pobre, mas nunca deixei de trabalhar.”

Fonte: THE WORLD BANK GROUP (BANCO MUNDIAL)