sábado, 6 de outubro de 2012

MADEIRA ILEGAL


MADEIRA ILEGAL MOVIMENTA US$ 100 BI POR ANO

O comércio de madeira extraída ilegalmente na Amazônia, na África central e no sudeste Asiático movimenta de US$ 30 bilhões a US$ 100 bilhões por ano e é responsável por até 90% do desmatamento de florestas tropicais no mundo. O alerta foi feito ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Interpol, durante a divulgação do relatório Carbono Verde: Comércio Negro.

De acordo com o levantamento, de 50% a 90% da exploração madeireira nos países daquelas três regiões é realizada pelo crime organizado, respondendo por até 30% do comércio global.

A atividade, aponta o relatório, conta tanto com velhas táticas, como suborno e falsificação de licenças, quanto com tecnologias mais modernas de invasão de sites do governo. No total, foram descritas 30 formas de obtenção de madeira e “lavagem” de madeira ilegal.

Casos assim foram identificados no Brasil. Em 2008, diz o trabalho, hackers que trabalham com madeireiros ilegais no Pará conseguiram acessar as licenças de corte e transporte de madeira, possibilitando o roubo de 1,7 milhão de metros cúbicos de floresta. A história envolveu 107 empresas, que acabaram sendo processadas em US$ 1,1 bilhão.

De acordo com a Interpol, a retirada ilegal de madeira está associada também ao aumento de violência em geral, assassinatos e agressões a populações indígenas. A Polícia Internacional alerta que é necessário um esforço global coordenado para lidar com o problema.

“A exploração madeireira ilegal pode minar esse esforço, roubando as chances de um futuro sustentável de países e comunidades, caso as atividades ilícitas sejam mais rentáveis do que as atividades legais de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação)”, afirmou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, durante a divulgação do relatório.

Fonte: Caritas e jornal O Estado de S. Paulo

SIPAT PETROBRÁS

 SIPAT PETROBRÁS
ALTO DO RODRIGUES-RN


SIPAT - Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, é uma semana obrigatória pela, portaria do Ministério do Trabalho e Emprego DSST n° 8/99, na qual a empresa proporciona aos seus colaboradores momentos de informações a respeito de prevenção e conscientização quanto a segurança e acidentes no trabalho.

A Petrobrás ativo de Alto do Rodrigues-RN realizou sua competição interna de xadrez dia 19 de setembro com a participação de 4 enxadristas e arbitragem de Cleando Cortez.


CLASSIFICAÇÃO FINAL

1º Breno Bezerra


2º Márcio Leandro

3º Marcos Vinicius

4º Bruno Eduardo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Aroeira

 Aroeira

A aroeira apresenta porte mediano chegando a atingir 10m de altura e 30cm de diâmetro, fuste linheiro, madeira dura de cor bege-roseada quando verde, e roxo escuro quando seco. A casca é castanha escura, subdividida em placas escamiformes, rica em tanino (cerca de 15%), utilizadas na indústria do curtume e na medicina popular.



As folhas, quando maduras, servem como forrageiras, e a resina exsudada dos troncos é utilizada no preparo da goma arábica. A madeira serve para obras externas, mourões, vigas, construções rurais, estacas, dormentes e carvão de elevado poder calorífico. Segundo estudos realizados pela Embrapa Semiárido, a densidade básica da madeira é superior a 0,66g/cm3, o rendimento gravimétrico de carbonização é 38,4% a 420±200C, o teor de carbono é de 72%, teor de cinza é de 4,8, obtidos por meio da análise química imediata do carvão em base seca.

Fonte: EMBRAPA

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"A ERA VAZIA"

QUE NOME DAR A ESTE TEMPO


Artigo publicado no blog do jornalista Mauro Santayana*

(*Mauro Santayana é um jornalista autodidata brasileiro. Prêmio Esso de Reportagem de 1971, fundou, na década do 1950, O Diário do Rio Doce, e trabalhou, no Brasil e no exterior, para jornais e publicações)

No mundo só há passado, e o passado cresce a cada dia, como resumiu o escritor argentino Macedônio Fernandez: hoy hay más pasado que ayer. O passado cresce, e o futuro, na vida dos homens e das nações, é uma vaga hipótese.  A morte do historiador Eric Hobsbawm, ocorrida ontem, suscita uma curiosidade: se ele vivesse mais meio século – e não sabemos como o mundo será então, se ainda houver o mundo – como ele definiria essa segunda década do milênio novo? Ele não chegou a tratar do tema, mas a sua formação marxista naturalmente o levaria a constatar, como outros pensadores do fim do século passado, que a inteligência política está se tornando escassa nestes anos.

         O neoliberalismo - essa mancebia entre o poderio militar dos Estados Unidos, os grandes bancos e a insensatez dos governantes dos maiores países do mundo - continua indestrutível e indiferente à crise que sua ganância provocou. Em Getafe, uma cidade ao sul de Madri, ontem, 15 mil pessoas fizeram fila diante de uma empresa que necessita de 150 empregados: cem candidatos por vaga. O recrutamento está sendo feito por uma empresa terceirizada, que não explica de que trabalho se trata (em uma fábrica de implementos agrícolas), não informa se o trabalho será permanente ou temporário, nem qual será a remuneração.

         O desemprego na Europa, mais grave nos países meridionais, ameaça atingir as economias  sólidas do continente. Há dias, o New York Times noticiava que famintos  buscam comida nas latas de lixo da Espanha – e, em algumas cidades, as autoridades, com preocupação sanitária, colocaram cadeados nas tampas. Mas as elites espanholas passeiam nas nuvens. Ainda agora, houve quem dissesse, em Madri, que a Cúpula Iberoamericana de Cádiz, no mês que vem, demonstrará  a “presença civilizatória da Espanha na América Latina”.

         O problema mais grave é o do desemprego. As medidas de austeridade só beneficiam os grandes credores dos Estados, que são os banqueiros. Ora, todos os dias novas revelações demonstram que as maiores instituições mundiais de crédito se tornaram quadrilhas de bandidos. Os governos nacionais anunciam – como o da Inglaterra – legislações reguladoras severas, mas não vão adiante. Enquanto isso, o Goldman Sachs continua a governar diretamente a Itália, com Mário Monti, e a administrar as finanças da União Européia, com Mario Draghi no BCE.

         Nos Estados Unidos, as eleições de novembro estão sendo disputadas polegada a polegada por Obama e Romney: desde Eisenhower, a grande nação do Norte vem sendo governada por homens menores – e Kennedy não escapa dessa definição. Para nós, da América Latina, Obama parece melhor, mas, tratando-se da Casa Branca, nunca se sabe. Em seu segundo mandato, ele poderá ser outro – e pior.

         De qualquer forma, o grande país terá que encontrar, e já, um líder como foram Andrew Jackson, Lincoln ou Roosevelt, a fim de retornar aos princípios sob os quais conduziram o sistema. Do contrário será difícil impedir o declínio, apesar de seu imenso poderio militar.

         Esse poderio, no entanto, está sendo posto à prova no Oriente Médio. Os Estados Unidos estão encontrando dificuldades em salvar a face na retirada do  Iraque e do Afeganistão, por uma simples  razão: eles já a perderam, desde que Bush decidiu invadir os dois países. Como confessou Richard Clarke, especialista em “contra-terrorismo” - desde o governo Reagan  e encarregado do planejamento das operações de combate aos muçulmanos desde o governo Clinton -, tudo começou com uma deslavada mentira. Todos sabiam que o Iraque nada tinha a ver com a Al Qaeda e menos ainda com a explosão das Torres Gêmeas. Mas era preciso mostrar o poderio americano contra o Iraque (já debilitado pelos bombardeios cotidianos, durante dez anos),  o menos despótico dos países do Oriente Médio.

         Talvez o historiador que vier a suceder Hobsbawm no futuro defina este nosso tempo como “A Era Vazia”. Mas há sinais de que a resistência da razão humanística pode vir a prevalecer. Os cidadãos começam a refletir e a ocupar as ruas das grandes cidades do mundo. O neoliberalismo globalizador tem sido contestado, desde seu início, pela lucidez de grandes pensadores, muitos deles europeus e norte-americanos. Entre eles, o próprio Hobsbawm, que nunca renegou o marxismo, mas soube repensá-lo, na análise da história e da sociedade dos homens.

(Fonte: http://www.maurosantayana.com/)

Este texto foi publicado também nos seguintes sites:
http://www.jb.com.br/coisas-da-politica/noticias/2012/10/02/que-nome-dar-a-este-tempo/
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/10/hobsbawm-e-era-vazia-neoliberal.html
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=195401&id_secao=2
http://luizfelipemuniz.blogspot.com.br/search?q=santayana&max-results=20&by-date=true
http://correiodobrasil.com.br/hobsbawm-e-a-era-vazia-neoliberal/524067/
http://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2012/10/mauro-santayana-que-nome-dar-este-tempo.html
http://blogdosentapua.blogspot.com.br/2012/10/mauro-santayana-que-nome-dar-este-tempo.html
http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/10/que-nome-dar-este-tempo.html
http://planetabarueri.com.br/barueri/index.php?/blogs/hobsbawm-e-a-qera-vaziaq-neoliberal.html
http://ecoepol.blogspot.com.br/2012/10/mauro-santayana-que-nome-dar-este-tempo.html
http://fichacorrida.wordpress.com/2012/10/04/que-nome-dar-a-este-tempo/
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http://minutonoticias.com.br/hobsbawm-e-a-era-vazia-neoliberal

Serra do Coqueiro 868 m

O ponto mais elevado do Rio Grande do Norte é a serra do Coqueiro com 868 metros acima do nível do mar, localizada no município de Venha Ver.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

VALE A PENA LER

 

SANTAYANA: O BRASIL 
PRECISA TER A BOMBA !
“Não sei o que é pior para o Brasil – se a suposta loucura do Darcy, ou a suposta lucidez de Fernando Henrique.”

Ainda faz sentido falar em nacionalismo ? 

Depois da globalização, das multinacionais, em pleno século XXI e no Brasil – que sentido pode ter o nacionalismo, hoje ?

O nacionalismo é a ideologia que permite articular a defesa da pátria que amamos, porque é nossa, de uma agressão.

Especialmente agora que o Brasil achou o pré-sal.

No Brasil, hoje, ser nacionalista é ser solidário com com os países da América Latina.

Como dizia Perón: o século XXI nos encontrará unidos ou dominados.

Por tudo isso, o Brasil deve ter a bomba atômica.

Por que não tem nenhuma ONG que vá à Sibéria reclamar do desmatamento ?

Porque a Rússia tem todas as bombas.

Essas são palavras do jornalista Mauro Santayana, no programa Entrevista Record Atualidade, desta segunda-feira, às 22h15, na Record News, logo após o programa do Heródoto Barbeiro.

Mauro Santayana acaba de fazer 80 anos.

Com exceção da Revista do Brasil e do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, trabalha na internet.

Ele trabalha no Jornal do Brasil online, é blogueiro, e já trabalhou na Folha, na última Hora, em Minas, foi jornalista no exílio, no México, em Cuba, na República Tcheca, e, depois, como correspondente, na Espanha, na Itália e na Alemanha.

Santayana já viu tudo. 

Ou quase tudo. E muito do que sabe deve à convivência, por muito tempo, com Tancredo Neves.

Amigo, confidente, companheiro de articulações políticas, Santayana e Tancredo eram tão próximos que, um dia, depois de ler o rascunho de um discurso escrito por Santayana e que ia ler em seguida, Tancredo disse: não sei você escreve o que eu penso ou se eu penso o que você escreve.

Santayana admite a paternidade de poucas frases de Tancredo.

Por exemplo, “não se paga a dívida externa com a fome do povo”, pronunciada nos Estados Unidos, depois de eleito.

Tancredo foi Ministro da Justiça de Vargas aos 42 anos.

Na noite do dia 23 de agosto, véspera do suicídio, Tancredo sugeriu ao Ministro da Guerra, Zenóbio da Costa, recrutar uma tropa de elite para prender os revoltosos e esconder Carlos Lacerda no interior de Minas.

O Ministro da Guerra respondeu: “seremos esmagados”.

Tancredo retrucou: Ministro, poucas pessoas tem a possibilidade de morrer por uma boa causa. Por que não aproveitamos essa ?

Santayana lembra que a última viagem de Vargas foi a Belo Horizonte

Aparentemente, para inaugurar a siderúrgica Mannesman. 

Mas, na verdade, o governador JK pretendia, com Tancredo, articular uma resistência ao Golpe, a partir de Minas.

Mas, Vargas recusou.

Em plena Guerra da Coréia, ele temia que os Estados Unidos aproveitassem a secessão para dividir o Brasil ao meio, como na Coréia.

E esse teria sido, no fundo – acredita Santayana -, o motivo por que Jango não resistiu, em 1964.

Tancredo foi Primeiro-Ministro de Jango e seu líder na Camara.

E tinha profunda admiração por Vargas.

Sobretudo por seu senso de nacionalismo.

Mas, também pela astúcia de Vargas – “Maquiavel é pinto para o sr Getúlio Vargas”, dizia Chateaubriand.

Santayana conta episódio que consta do livro de Lira Neto, “Getúlio, 1882 1930 – Dos anos de formação à conquista do poder”, da Companhia das Letras.

Na página 28, ele conta que, criança, Getúlio e um amigo, numa estrepolia, derrubaram um quadro na parede do pai, Manoel Vargas, e o espatifaram no chão.

Um quadro a óleo de Julio de Castilhos, o guia político de Manoel Vargas.

Com medo, os dois subiram num umbuzeiro e se esconderam. 

E lá ficaram, noite adentro, até esperar a fúria do pai passar.

Quando viram a mãe, dona Candoca, na porta da casa, em prantos, em busca do filho sumido, ele desceu.

E guardou uma lição para o resto da vida: “Jamais descer do umbuzeiro antes da hora”.

Com a mesma astucia, pouco antes da  posse, Tancredo incumbiu Santayana de estudar o modelo das televisões públicas européias, especialmente a alemã e a inglesa.

Quem tivesse um aparelho de televisão e quisesse ter acesso, pagava – como a BBC e a Deutsche Welle.

Tancredo estava especialmente preocupado com a degradação dos costumes de que a tevê brasileira se tornara um instrumento. 

Ele achava que as crianças não poderiam ser expostas àquilo.

Mas, ele não se preocupava com a Globo?, que o apoiou e até indicou o Ministro das Comunicações, Antonio Carlos Magalhães.

Uma coisa é ganhar a eleição, outra, governar.

Governar é pelo centro, preferia Tancredo.

Se governar pela Direita aliena a esquerda e vice-versa.

Radical, só no nacionalismo.

Governar é administrar recursos, dizia Tancredo.

Por isso, seu Ministro da Fazenda foi o sobrinho e hoje senador Francisco Dornelles.

Preciso de um Ministro da Fazenda que seja de minha estrita confiança, disse Tancredo a Santayana.

Tancredo jamais entregaria o Ministerio da Fazenda a um paulista.

Tanto assim que nomeou o aliado Olavo Setúbal, dono do Banco Itau, Ministro das Relações Exteriores e não da Fazenda.

Como disse a Santayana que, apesar das pressões de Franco Montoro, essa mão aqui, e mostrou a mão direita, jamais assinará uma nomeação de Fernando Henrique para o Ministério.

Ele disse, uma vez, depois de assistir a uma palestra de Darcy Ribeiro: não sei o que é pior para o Brasil – se a suposta loucura do Darcy, ou a suposta lucidez de Fernando Henrique.

Tancredo ia promover, depois de eleito, em agosto, uma reunião de presidentes da America do Sul para discutir o pagamento da dívida externa.

Por fim, o ansioso blogueiro perguntou se Tancredo – que se elegeu Presidente num colégio eleitoral, ao derrotar Paulo Maluf – se submeteria à eleição direta, caso a Emenda das Diretas passasse no Congresso.

Sim , disse Santayana.

Ele estava convencido da vitoria no voto direto e no que chamava “conselho” eleitoral.

Estava na hora de levar os militares até o ponto de ônibus de volta para casa, disse Tancredo, em voz baixa a Santayana.



Paulo Henrique Amorim
(http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/10/01/santayana-o-brasil-precisa-ter-a-bomba/)

Fundo Nacional de Solidariedade


Mais de 140 projetos já contam com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade
Realizada na última quinta-feira, dia 27 de setembro, a terceira reunião do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) aprovou mais 57 experiências de todo Brasil. Ao todo, 142 projetos sociais já contam com os recursos do fundo, sendo 37 aprovados na primeira reunião e 48 na segunda.

Resultado do gesto concreto da Campanha da Fraternidade (CF), promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o FNS 2012 apóia projetos sociais em todo país, cujos trabalhos estejam relacionados com o tema da CF deste ano “Fraternidade e Saúde Pública”.

A próxima reunião do Conselho Gestor do FNS ocorre no dia 29 de novembro e a Cáritas Brasileira receberá projetos interessados em acessar o fundo até o dia 14 do mesmo mês.