sábado, 22 de dezembro de 2012

SBPC - 2013


SBPC - 2013


Estão abertas as inscrições para a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC 

Instruções para inscrições e submissão de resumos já estão disponíveis.
Participe: Será em Recife, de 21 a 26 de julho de 2013. 



Apresentação

A 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) ocorrerá de 21 a 26 de julho de 2013, no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife, PE.

Nesta edição o tema será "Ciência para o Novo Brasil". Realizada desde 1948, com a participação de representantes de sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia, a Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.

A programação científica é, geralmente, composta por conferências, simpósios, mesas-redondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres. Acontecem também, durante a Reunião Anual, eventos paralelos, como a SBPC Jovem (programação voltada para estudantes do ensino básico), a ExpoT&C (mostra de ciência e tecnologia) e a SBPC Cultural (apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à cultura).

A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro, sempre em universidade pública. O evento reúne milhares de pessoas - cientistas, professores e estudantes de todos os níveis, profissionais liberais e visitantes.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Curso de Gestão Ambiental

Projeto Caatinga Viva
Curso de Disseminadores de Gestão Ambiental

ENCERRAMENTO
Tecnologia de tratamento e reuso de água
Marco Calazans/ CAERN



Rafaela

Professora Suzaneide Silva
UERN 


Marco Calazans/ CAERN 


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O REENCONTRO

 
SERRA DE JOÃO DO VALE

O  professor Cleando Cortez esteve dia 27 de novembro/12 na Serra de João do Vale, comunidade de Chã das Cacimbas, no município de Triunfo Potiguar, ministrando uma oficina de xadrez na Escola Municipal Manoel Felinto Filho para 50 alunos do ensino fundamental II.

Lá reencontrou o agricultor familiar Titio

O primeiro contato com Titio ocorreu em julho/12 na
visita do curso de gestão ambiental do Projeto Caatinga Viva



No período de estiagem Titio sobe a serra,
onde passa a ser pequeno comerciante,
com seu gado (ao fundo)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PIANCÓ-PIRANHAS-AÇU


RIO AÇU

Características Físicas
O rio Piranhas-Açu nasce na Serra de Piancó no estado da Paraíba e desemboca próximo à cidade de Macau no Rio Grande do Norte. Como a maioria absoluta dos rios do semi-árido nordestino, à exceção do rio São Francisco e do Parnaíba, é um rio intermitente em condições naturais. A perenidade de seu fluxo é assegurada por dois reservatórios de regularização construídos pelo DNOCS: O Coremas – Mãe d’Água, na Paraíba, com capacidade de 1,360 bilhões de m³ e vazão regularizada (Q 95%) de 9,5 m³/s e a barragem Armando Ribeiro Gonçalves (ARG), no Rio Grande do Norte, com 2,400 bilhões de m³ e vazão regularizada de 17,8m³/s (Q 90%) Ao longo do sistema hídrico formado pela calha do rio e seus reservatórios de regularização, denominado Sistema Curema-Açu, desenvolvem-se diversos usos como irrigação difusa, irrigação em perímetros públicos, abastecimento humano, dessedentação animal, lazer, produção energética e aqüicultura.

A bacia hidrográfica do rio Piranhas – Açu abrange um território de 42.900 km² distribuído entre os Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, onde vivem aproximadamente 1.552.000 mil habitantes. A bacia está totalmente inserida em  território semi-árido, com precipitações médias variando entre 400 e 800 mm anuais concentradas entre os meses de fev – mai. A concentração das chuvas em poucos meses do ano, conjugada a  geomorfologia da região, caracterizada por solos rasos formados sobre um substrato cristalino, com baixa capacidade de armazenamento, é responsável pelo caráter intermitente dos rios da região. Além disso, o padrão de precipitação tende a apresentar uma forte variabilidade inter anual, ocasionando a alternância entre anos de chuvas regulares e anos de acentuada escassez hídrica, levando à ocorrência de secas hídricas. Por outro lado as taxas de evapotranspiração são bastante elevadas, podendo chegar a mais de 2000 mm/ano, o que ocasiona um déficit hídrico significativo e se constitui em fator chave a ser considerado na operação dos reservatórios da região.

Fonte: http://www.cbhpiancopiranhasacu.org.br/site/a-bacia/

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PARA SILVIO


Estudo aumenta precisão ao simular clima
SALVADOR NOGUEIRA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA (Publicado em 09/11/2012 - 04h57)

Pesquisadores americanos acabam de achar um meio de determinar quais modelos da mudança climática parecem ser os mais precisos. E a má notícia: os melhores são os que predizem modificações mais drásticas no clima para as próximas décadas.

O segredo do trabalho, conduzido por John Fasullo e Kevin Trenberth, do Centro Nacional Para Pesquisa Atmosférica em Boulder, Colorado, foi se concentrar naquilo que se podia ver -no caso, a umidade relativa em regiões subtropicais- para compreender o que é muito mais difícil de medir: a dinâmica das nuvens.

As nuvens são um dos elementos-chave na interpretação do fenômeno do aquecimento global. Isso porque elas têm um efeito duplo.

Por um lado, por serem claras, elas refletem a luz solar para o espaço, resultando em resfriamento. Por outro, o vapor d'água nelas é um poderoso gás do efeito estufa, podendo gerar aquecimento.

Os modelos de computador têm dificuldade em lidar com as nuvens e seu papel na evolução do clima.

INCERTEZA, EM TERMOS

Já é possível simular, ao menos em parte, o efeito delas, e existe um consenso mais ou menos claro de que a soma de tudo que elas fazem resulta em suave resfriamento. Entretanto, ainda há muita incerteza sobre o que isso significa para o futuro.

Tal incerteza é o grande mal a afetar a ciência do aquecimento global. Os detratores costumam apontá-la como a prova de que o medo da mudança climática é muito mais um movimento ideológico do que uma conclusão científica inescapável.

Ao que tudo indica, porém, a incerteza diz respeito ao nível de aquecimento para as próximas décadas, mas não ao fenômeno em si.

Alguns modelos sugerem que, nos próximos cem anos, veremos um aumento da temperatura média da ordem de 4,5 graus Celsius. Já os mais modestos preveem que tudo não passará de uma variação de 1,5 grau Celsius.

Foi aí que entrou em cena o lampejo de Fasullo e Trenberth. Como é difícil observar diretamente as propriedades das nuvens e compará-las com o que os modelos oferecem, eles decidiram estudar a umidade relativa do ar, sobretudo nas regiões subtropicais, em geral mais secas.

A vantagem é que dados de umidade relativa são obtidos com confiança a partir de satélites, de forma que é possível contrastar as previsões dos modelos para o presente com observações reais.

Também há forte correlação entre a umidade relativa e o processo de formação de nuvens, de forma que, a partir de um, é possível inferir o efeito de outro.

O chato é que os modelos que parecem estar mais corretos são justamente aqueles que preveem mudanças mais fortes, da ordem de 4,5º C.

A questão das nuvens, porém, não é a única fonte de incertezas. "Esse trabalho é só uma das peças do quebra-cabeças da sensibilidade climática", afirma Karen Shell, da Universidade Estadual do Oregon (EUA), que comentou a pesquisa na mesma edição da revista "Science" na qual os resultados saíram.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1182688-estudo-aumenta-precisao-ao-simular-clima.shtml

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

TAXA DE CRESCIMENTO POPULACIONAL


Municípios
UF
População
em 1970
População
em 2010
Taxa de crescimento 1970
2010
%
RIO GRANDE DO NORTE
RN
1.550.244
3.168.027
104,35%




AÇU
RN
25.038
53.227
112,58%
ALTO DO RODRIGUES
RN
4.804
12.305
156,14%
CARNAUBAIS
RN
12.021
9.762
-18,80%
IPANGUAÇU
RN
12.210
13.856
13,48%
ITAJÁ
RN
-------
6.932
--------
JUCURUTU
RN
12.235
17.692
44,60%
PENDÊNCIAS
RN
8.659
13.432
55,12%
PORTO DO MANGUE
RN
-------
5.217
--------
SÃO RAFAEL
RN
8.686
8.111
-6,62%
MACAU
RN
25.800
28.954
12,22%
AFONSO BEZERRA
RN
8.977
10.844
20,80%



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A pobreza pode sucumbir

TERRAMÉRICA – A pobreza pode sucumbir
por Fabíola Ortiz*

As produções agrícolas de pequena escala, como esta do Brasil, também são motor de desenvolvimento no Mercosul. 

A agricultura caminha para ser uma atividade de primeira linha no Sul da América, graças à crescente demanda mundial por alimentos, segundo especialistas da região. Rio de Janeiro, Brasil, 29 de outubro de 2012 (Terramérica).- O desenvolvimento da agricultura, associado à aplicação de inovações tecnológicas, servirá para que a América Latina deixe de ser a região mais desigual do mundo, e beneficiará especialmente o Cone Sul, uma das maiores reservas alimentares da humanidade. “Olha-se para o Cone Sul com muito interesse como reserva alimentar, mas ainda não podemos saber com precisão até onde chega o potencial de nossa região” nesse sentido, disse ao Terramérica o secretário executivo do Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Tecnológico, Agroalimentar e Agroindustrial do Cone Sul (Procisur), Emilio Ruz.

Na última década, a população mundial aumentou em mais de um bilhão de pessoas, destacou Ruz. Com o crescimento demográfico, a demanda por alimentos também disparou, bem como a consequente necessidade de geração de energia. “Há um futuro muito estimulante para o Cone Sul americano, porque a agricultura será, pela primeira vez, uma atividade de primeira linha graças à crescente demanda por alimentos. Antes, era apenas a prima pobre da economia”, acrescentou.A atividade rural é capaz hoje de oferecer condições para melhorar a qualidade de vida dos que trabalham e habitam no campo, assegurou Ruz, que na qualidade de representante do Procisur participa da Segunda Conferência Mundial sobre Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento, que acontece entre 29 de outubro e 1º de novembro, na cidade uruguaia de Punta del Este. O encontro reúne especialistas, técnicos, autoridades e protagonistas do setor, e é organizado pelo Fórum Mundial sobre Pesquisa Agrícola, em colaboração com o Consórcio CGIAR.

Para Ruz, “ainda há uma parte que cabe aos setores políticos, que tomam as decisões, para que essas melhoras se concretizem”. Além disso, e devido aos grandes investimentos, o setor rural na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai é uma ferramenta para a redução da pobreza, ressaltou. Quanto à Europa, tem ocupadas suas áreas agrícolas, enquanto os países asiáticos também apresentam terras praticamente saturadas para o cultivo, além de estarem expostas a constantes desastres naturais.“Então, resta uma parte da África subsaariana com um potencial importante, e o Cone Sul da América, que ainda possui áreas para poder expandir sua agricultura ou iniciar um processo de intensificação do uso sustentável do solo. Isto é, conta com um espaço para melhorar a produtividade”, disse Ruz. Os países fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) ainda oferecem áreas com alto potencial para a produção de alimentos, afirmou.

As possibilidades de crescimento do setor agrícola no Cone Sul são muito grandes e aumentarão nas próximas três ou quatro décadas, prevê o pesquisador brasileiro Sérgio Salles Filho, do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele trabalha há 12 anos em associação com o Procisur e nos últimos tempos contribuiu com Ruz no estudo Possíveis Cenários para a Pesquisa, a Inovação e o Desenvolvimento nos Países do Cone Sul.

O estudo, que será apresentado no fórum de Punta del Este, buscou traçar o futuro e a tendência da agricultura nos países da região, conhecer o potencial das reservas de alimentos, a evolução das populações rurais e quais são as possíveis vias de desenvolvimento do setor. Países como os do Mercosul, Bolívia e Chile têm na agricultura uma atividade econômica fundamental ao abastecerem os mercados europeus e asiáticos, afirmou Salles Filho ao Terramérica.

A segurança alimentar e a produção agrícola mais sustentável devem passar pela incorporação de inovação tecnológica nas áreas rurais, observou o pesquisador. Atualmente, a região já se tornou um atrativo para esse tipo de investimento. As inovações tecnológicas ocorrem na medida em que avançam as condições econômicas e de mercado, explicou Ruz, e “é evidente que há um processo de inovação na agricultura”, acrescentou.

As áreas rurais atravessam uma transformação em busca de uma “agricultura de precisão” e mais inteligente, que seja capaz de empregar máquinas de última geração, manter um sistema de armazenamento e logística, além de aplicar insumos de acordo com a especificidade de cada terra e utilizar de forma mais eficiente os recursos ambientais. Para conseguir isto, “temos que fazer com que a tecnologia, o uso do solo, das máquinas e das telecomunicações, bem como a biotecnologia conversem entre si”, ressaltou Ruz. O secretário executivo do Procisur admitiu que ainda é um desafio compatibilizar a produção agrícola 

e a sustentabilidade, bem como aliar a preservação ambiental com a segurança alimentar. Porém, afirmou que esta compatibilidade “é real”, e enfatizou que “é perfeitamente possível intensificar, otimizar e fazer um uso muito eficiente dos recursos, com alto conhecimento ecológico e mantendo o equilíbrio sem causar uma deterioração muito grande do meio ambiente”.

Entretanto, para que seja viável, é preciso ter contextos institucionais. “Precisa haver uma regulação sobre como manejar estes temas controversos”, opinou Ruz. Também alertou que “os governos devem se preparar cientificamente, com o máximo de informação, e o uso da tecnologia deve ter um apoio técnico, regulatório, sem causar nenhum dano à saúde humana, ao meio ambiente ou à economia dos países”.

Por sua vez, Salles Filho, otimista, vislumbra “uma drástica redução da pobreza graças ao aumento da produção em grande escala, em paralelo ao dinamismo que adquirirá a pequena atividade agrícola profissionalizada e focada em nichos específicos, como a uva e o vinho no Chile, Uruguai e Argentina, e uma pecuária especializada nestes dois últimos países”. Envolverde/Terramérica
* A autora é correspondente da IPS.

Fonte: http://envolverde.com.br/terramerica/terramerica-a-pobreza-pode-sucumbir/